Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres

Trata-se de um vasto espaço de planta retangular e cobertura de madeira composta de sete asnas principais de duplo perfil, definindo duas águas de seção quebrada. Rasgado nos flancos por seis janelões retos e, na entrada simples, por três janelas. Criado após a expulsão dos padres da Companhia de Jesus em 1759, o Real Picadeiro do antigo Colégio dos Nobres destinava-se na origem a aulas de equitação e de esgrima para os alunos do Colégio, sendo o único edifício sobrevivente deste Colégio. A sua construção foi iniciada em 1763, início de 1764 e só começou a ser utilizado a partir de 1766. Quando após 1837 o Real Colégio foi adaptado a Escola Politécnica, o recinto sofreu obras de reconstrução por iniciativa do general de engenharia José Feliciano da Silva e Costa (presidente da Junta Administrativa da Escola Politécnica na época), em 1847-1879. Depois disso, as antigas cavalariças foram utilizadas como garagem e, após 1958, o Picadeiro serviu como ginásio, entre outras funções culturais e recreativas, com novos pavimentos e inclusão de balneários e bancadas. 

Nos últimos anos, este espaço polivalente tem sido utilizado para realização de exposições temporárias e outros eventos, bem como espaço de trabalho para os serviços educativos do MUHNAC. 

Em 1978 foi classificado como imóvel de interesse público.