Herbário LISU (Vasculares)

As coleções de plantas vasculares do herbário LISU incluem, para além das coleções de Portugal, da Macaronésia e das antigas colónias portuguesas, importantes coleções históricas de plantas africanas e do Brasil, com grande interesse científico e museológico. São de destacar as coleções históricas de F. Welwitsch (de Portugal e de Angola, incluindo esta mais de 4000 tipos), D. Vandelli, Alexandre Rodrigues Ferreira, F. A. Brotero e F. Valorado.

As coleções de plantas vasculares do herbário LISU totalizam cerca de 120.000 folhas de herbário.

As duas principais coleções são o Herbário Português do Professor António Xavier Pereira Coutinho e o Herbário Geral. O Herbário Português é uma coleção de referências que inclui a coleção de A.X. Pereira Coutinho (1851-1939). Esta coleção iniciou-se com os espécimes recolhidos no âmbito da publicação da Flora de Portugal (1913, a 1a edição e 1939, a 2a) e tem sido continuada desde então por outros botânicos. Contém cerca de 31.000 exemplares de espécies da flora de Portugal continental.

O Herbário Geral conta com cerca de 40.000 exemplares e inclui plantas de todo o mundo, à exceção de Portugal continental, Macaronésia e antigas colónias portuguesas.

As coleções históricas do herbário LISU datam de finais do séc. XVIII e do séc. XIX. A coleção de Domenico Vandelli (1735-1816) inclui espécimes provenientes de todo o mundo e muitos foram colhidos pelos seus discípulos, que foram incumbidos de expedições a Cabo Verde, Guiné, Angola, Moçambique e Brasil. Os 3.306 exemplares que dela fazem parte incluem algas, briófitos, líquenes, fungos, gimnospérmicas e angiospérmicas. Vandelli, médico nascido em Pádua, veio para Portugal em 1764 contratado pelo Marquês de Pombal e foi, entre outros cargos, director do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda.

O herbário reunido por Alexandre Rodrigues Ferreira (1755-1815) é composto sobretudo por espécimes da flora sul-americana (1.260 exemplares). A. Rodrigues Ferreira foi o discípulo que Domingos Vandelli escolheu para a Viagem Philosophica ao Brasil (1783-1792), de que resultaram colheitas de espécimes da flora e fauna brasileiras.

O herbário de Félix de Avellar Brotero (1744-1828) conta com 339 exemplares e terá sido compilado durante o período em que este foi director do Jardim Botânico da Ajuda. A Brotero deve-se a publicação, em 1804, da primeira flora de Portugal.

José Francisco Valorado (1765-1850) era um médico formado na Universidade de Coimbra. Exerceu em Sintra a partir de 1805, vindo mais tarde a dedicar-se exclusivamente à Botânica e foi discípulo de F. A. Brotero. A coleção existente em LISU conta com 1.300 exemplares. A maioria dos espécimes são de plantas autóctones e foram colhidos na região de Sintra. Muitos destes exemplares foram revistos por Brotero.

As duas coleções de Friedrich Welwitsch (1806-1872) correspondem a espécimes da flora angolana (cerca 15.000 exemplares) e da flora portuguesa (cerca 3.000 exemplares). F. Welwitsch, médico e naturalista austríaco, foi conservador do Museu e Jardim Botânico da Ajuda entre 1840 e 1844. A coleção de Angola (1853-1861) resultou de uma expedição financiada pelo governo português e integra numerosos espécimes tipo (ca. de 4.100), exemplares únicos, correspondendo a primeiras colheitas de espécies, algumas exclusivas das regiões exploradas. A colecção portuguesa resultou de colheitas realizadas durante o tempo que permaneceu em Portugal.

A coleção de plantas cultivadas inclui cerca de 2.000 espécimes correspondentes a plantas cultivadas, em que se destacam as colheitas efetuadas no Jardim Botânico e no Parque de Monserrate, em Sintra.

A equipa é constituída por Ana Isabel Correia (Curadora) e Alexandra Lucas (Técnica).

Tipo de coleção: 
Coleção de História Natural
Unidade: