Francisco Arruda Furtado, discípulo de Darwin

Uma centena de peças evoca o trabalho científico do naturalista açoriano Francisco Arruda Furtado, conhecido por ter sido um dos poucos portugueses a corresponder-se com Charles Darwin.

Desenho de Francisco Arruda Furtado

Quando: 
6 de Março de 2015 a 31 de Dezembro de 2018
Onde: 

Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Francisco Arruda Furtado (1854-1887), discípulo de Darwin é o título da nova exposição do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC) concebida em parceria com o Museu Carlos Machado e o Teatro Nacional de São Carlos.

Micaelense de origem, Arruda Furtado notabiliza-se, muito jovem, no estudo dos moluscos e da antropologia, que aborda de acordo com as teorias evolucionistas, em particular de Charles Darwin, com quem se corresponde durante dois anos, trocando ideias, informações, pedindo conselhos e livros.

Com trabalhos publicados e um nome firmado, muda-se para Lisboa, em 1885, para integrar os quadros da Secção Zoológica do Museu Nacional de Lisboa (atual MUHNAC). Durante dois anos, até regressar a Ponta Delgada, dedica-se ao estudo e à catalogação da coleção de conchas e moluscos do museu. Morre aos 33 anos, deixando uma vasta obra, e dezenas de trabalhos inacabados, na sua maioria, ainda hoje inéditos.

A exposição procura dar conta da riqueza e singularidade da obra científica de uma personagem que, apesar de autodidata, se notabilizou no seu tempo. É no desenho que se centra a exposição, destacando um ponto comum e permanente nas diversas fases do trabalho de Arruda Furtado: o recurso à ilustração.

Exposição temporária