Répteis

Atualmente conhecem-se cerca 10 300 espécies de répteis, divididas nos seus vários grupos.

O mês de junho assinala a chegada do Verão, do sol e do calor ao hemisfério norte. Esta é a altura mais propícia para encontrarmos nos nossos campos (e casas!) alguns dos animais mais desconhecidos e mal-afamados da nossa fauna terrestre – os répteis.

Percorrendo uma impressionante diversidade de formas, tamanhos, cores e estilos de vidas, os répteis disputam com as aves o lugar no pódio do maior número de espécies de vertebrados terrestres. Atualmente conhecem-se cerca 10 300 espécies de répteis, divididas nos seus vários grupos – tartarugas, crocodilos, tuataras, lagartos e serpentes, e todos os anos se vão descrevendo em média cerca de 100 novas espécies.

São elementos fundamentais dos ecossistemas, como predadores e presas de diversos animais, sendo ainda importantes controladores de pragas. No entanto, devido a fatores culturais e folclóricos, são dos grupos animais mais temidos e odiados pelo ser humano, sobre eles recaindo muitas ideias erradas, mitos e histórias, na sua grande maioria sem qualquer fundamento científico.

O MUHNAC assinala o mês de junho escolhendo para objetos do mês exemplares de répteis portugueses. No nosso país, contam-se duas espécies de cágados, três espécies de osgas (duas no continente, uma nas ilhas Selvagens, Madeira), uma espécie de camaleão, 14 espécies de lagartos e lagartixas, duas espécies de anfísbaenas e 10 espécies de serpentes, todas elas nativas. Nas nossas costas, ocorrem ainda cinco espécies de tartarugas marinhas.

Os répteis em exposição pretendem representar a variedade de formas, tamanhos e cores, e demonstrar a diversidade e beleza escondida destes tão incompreendidos animais – o ameaçado Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), a Osga-comum (Tarentola mauritanica), o Sardão (Timon lepidus), Cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides striatus), o Camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon), a Cobra-cega/Anfisbaena (Blanus cinereus), a Cobra-Rateira (Malpolon monspessulanus) e a Víbora-cornuda (Vipera latastei).