Molde de pegada de dinossáurio

Um testemunho do património geológico em Portugal a inaugurar o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento

As pegadas de dinossáurios devem ser preservadas in situ integradas em percursos pedestres para que os visitantes possam observar este registo do passado no seu contexto geológico. Os sítios onde se encontram preservadas são um componente importante do Património Geológico. Para comprovar isto mesmo, é de mencionar que o GEOcircuito de Sesimbra recebeu uma menção honrosa, no Dia Nacional do Património Geológico e Dia Mundial da Terra, pela sua participação no Prémio Geoconservação 2013, atribuído pelo grupo português da Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico.

Embora seja preferível optar pela preservação de pegadas in situ é possível recolher algumas quando a sua integridade está em perigo, para que possam ser armazenadas num museu e estar disponíveis para futuros trabalhos de investigação e mesmo para fazerem parte de exposições. Outra forma de preservar a informação associada às pegadas é a utilização de fotogrametria 3D que permite coincidir várias fotos de um objeto observado de diferentes direções e ângulos de modo a produzir um modelo 3D digital desse objeto.

Os cientistas que estudam pegadas de dinossáurio também podem produzir moldes de látex de pegadas e trilhos originais para, a partir dos moldes, fazer réplicas das pegadas. Isso permite estudar os pormenores tridimensionais das pegadas. Assim, além da valorização e da obtenção de novos conhecimentos científicos, será também possível virtualmente garantir a proteção e a preservação “eterna” de pegadas de importantes jazidas.

 

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Atividade educativa associada ao Objeto do Mês

SÁBADO | 21 de janeiro | 12h00 às 13h00 - Pé ante pé, dinossáurios estiveram aqui