Montagem experimental da análise do ar atmosférico

No mês dedicado ao Ambiente (5 de junho é Dia Mundial do Ambiente) o MUHNAC destaca a importância do Laboratorio Chimico (séc. XIX) no que diz respeito à análise de recursos essenciais como o ar ou a água.

Júlio Máximo de Oliveira Pimentel foi Lente proprietário das Cadeiras de Química da Escola Politécnica de Lisboa entre 1837 e 1864. Publicou “Lições de Chymica Geral e suas Principaes Applicações” em três volumes, é a única obra dos Lentes de Química desta Escola que apresenta imagens das montagens relativas a trabalhos práticos.

A análise comparativa dos trabalhos práticos referidos na obra anterior com os programas de diferentes anos letivos permite-nos contar 24 trabalhos práticos laboratoriais que se mantiveram desde 1850 até 1873.

Um dos trabalhos práticos presentes em todos os programas dos anos letivos referidos foi o da Análise do ar atmosférico.

Segundo descreve Pimentel:

As quantidades de água e ácido carbónico, contidas numa determinada porção de ar, podem ser avaliadas com extrema exactidão num aparelho muito simples, que consta de um aspirador de esgotamento, cheio de líquido, comunicando com uma serie de tubos, uns cheios de pedra-pomes e amianto, que se embebem de ácido sulfúrico; outros contendo a potassa em dissolução e em fragmentos. O ar que se fizer passar, em corrente lente e demorada, pelo interior destes tubos, perde nos primeiros a água, que fica condensada no ácido sulfúrico, e nos segundos o ácido carbónico, que se fixa na potassa. Pelo aumento de peso tanto de uns como de outros, conheceremos a quantidade de água e ácido carbónico contidos no ar submetido à experiencia, (…). O líquido com que se enche o aspirador deve ser pouco volátil, como o azeite ou o ácido sulfúrico, (…). 1

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