Xiloteca
Coleção ímpar de amostras de madeira de origem tropical e subtropical que ilustra algumas das espécies madeireiras mais usadas e valorizadas internacionalmente.
Localizada no Palácio dos Condes da Calheta (Jardim Botânico Tropical), a Xiloteca do Jardim Botânico Tropical, criada em 1906, começou a desenvolver-se em 1911 com as primeiras amostras oriundas de S. Tomé e Príncipe. Seguiram-se as da Guiné (1913), Angola (1914), Moçambique (1915), Índia (192) e Timor (1926), para citar apenas as mais antigas.
Com um total, aproximado, de mais de 4 000 amostras, a Xiloteca inclui duas coleções: uma constituída por amostras de madeira de grandes dimensões, representando cerca de 200 espécies, das mais usadas pelas suas propriedades tecnológicas, apresentadas em vários cortes e, por vezes, com diversos tratamentos, e outra constituída por amostras de madeiras de menores dimensões. Estas são sobretudo originárias de regiões tropicais e subtropicais, destacando-se S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Índia, Timor-Leste, Goa, Brasil, Cabo Verde e Macau, mas incluem, também, amostras de países de vários continentes (Europa, África, América e Austrália). A recolha destas amostras foi efetuada no âmbito das campanhas realizadas, em 1953-54, pela Missão de Estudos Florestais da Guiné e, em 1957, pela Missão de Estudos Florestais a Angola, que fez campanhas no Maiombe angolano (Cabinda). Para além destas Missões, as permutas com outros organismos congéneres estrangeiros deram grande incremento a esta coleção.
Curador: Cristina Duarte
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