Antigo diretor do Museu Nacional de História Natural dá nome à EB1 do Bacelo

Professor Galopim de Carvalho homenageado por proposta da Câmara Municipal de Évora

A. M. Galopim de Carvalho

A Câmara Municipal de Évora decidiu atribuir o nome do Professor Galopim de Carvalho, famoso pelo seu trabalho em prol do conhecimento e da defesa do património sobre dinossáurios, a uma Escola.

No dia 9 de dezembro foi celebrada a atribuição de patrono à Escola EB1/JI do Bacelo que passa a ter o nome de Escola Básica Galopim de Carvalho. A homenagem a este professor, eborense de nascimento, foi proposta pela Câmara Municipal de Évora ao Conselho Geral Transitório do Agrupamento de Escolas nº 4, o qual votou favoravelmente a atribuição do patrono, seguindo o processo para o Ministério da Educação que autorizou o pedido. A Câmara, o Agrupamento e o Professor Galopim de Carvalho estão já a preparar trabalhos, sobre o tema das ciências, para realizar com os alunos.

O Professor Galopim de Carvalho foi diretor do Museu Nacional de História Natural de 1993 a 2003, período em que inaugurou várias exposições e interveio em mais de duas centenas de palestras que o tornaram responsável pelo carinho do público pelos dinossáurios. Dessas exposições sobressai a famosa "Dinossáurios regressam a Lisboa", que contou com 347 000 visitantes em apenas 11 semanas.

António Marcos Galopim de Carvalho nasceu em Évora, a 11 de agosto de 1931. É professor catedrático jubilado, tendo ensinado no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa desde 1961. Dirigiu inúmeros projetos de investigação e assinou mais de 200 trabalhos em revistas científicas, integrando diversos organismos nacionais e internacionais, nomeadamente a comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. É autor de 21 livros científicos, pedagógicos, de divulgação científica, de ficção ou de memórias. Como cidadão interventor, em defesa da Geologia e do património geológico, publicou mais de 150 artigos de opinião. É um símbolo nacional da defesa e preservação do património cultural e científico, nomeadamente de sinais marcantes da evolução da história natural.