Música, teatro e lanterna mágica | Exposição MAGICA
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A música era indissociável dos espetáculos de lanterna mágica e estes viriam a contribuir para o imaginário visual e a prática do género teatral mágica, popular em Portugal e no Brasil no século XIX. Nesta sessão, Luísa Cymbron, a co-investigadora principal do projeto MAGICA, musicólogos e investigadores de estudos teatrais reúnem-se para elucidar a articulação entre as imagens dos diapositivos, o acompanhamento sonoro e os textos dramatúrgicos.
Visita orientada por Luísa Cymbron seguida de mesa-redonda com Luísa Cymbron (CESEM - NOVA FCSH), Paula Magalhães (Centro de Estudos de Teatro – UL), Luzia Rocha (CESEM - NOVA FCSH) e Joana Peliz (CESEM - NOVA FCSH)
Moderação de Ana Isabel Vasconcelos
(Centro de Estudos de Teatro - UL e Universidade Aberta)
Atividade realizada no âmbito da exposição "MAGICA: Ciência e Espetáculo no Século XIX"
Participação livre!
NOTAS BIOGRÁFICAS
Luísa Cymbron formou-se em Musicologia na Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1999, com uma dissertação sobre a ópera em Portugal durante o período liberal (1834-1854). É professora associada da NOVA FCSH (Departamento de Ciências Musicais), desde 2023 diretora executiva do Centro de Estudos de Sociologia e Estética da Música (CESEM), membro do grupo Caravelas e da linha de investigação em Estudos de Ópera. Foi editora para as recensões da Revista Portuguesa de Musicologia entre 2013 e 2022. As suas principais áreas de interesse são a história da música no Portugal do século XIX, a ópera italiana e as relações musicais entre Portugal e o Brasil. Publicou um grande número de artigos, tanto em Portugal como no estrangeiro, e participou em vários projectos de investigação, sendo actualmente co-investigadora principal do projecto “Lanterna Mágica – Estudo, preservação, uso e re-uso em Portugal no século XIX” (PER/1702/2021). É autora de “História da Música Portuguesa” com Manuel Carlos de Brito (Universidade Aberta, 1992), “Olhares sobre a Música em Portugal no Século XIX” (Colibri- CESEM, 2012), e “Francisco de Sá Noronha (1820-1881): um músico português no espaço atlântico” (Humus-CESEM, 2019). É co-coordenadora de um volume sobre o velho Teatro S. João no Porto (Edições Afrontamento, 2020) e editora/autora de “Margarida Magalhães Sousa (1922-1993). Uma pianista açoriana” (mpmp 2022). Desenvolve também uma actividade de divulgação, nomeadamente através de concertos comentados, sobretudo sobre a música de compositores portugueses e brasileiros.
Paula Gomes Magalhães é investigadora no Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É doutorada e mestre em Estudos Teatrais, com investigações centradas na História do Teatro em Portugal. A sua tese de doutoramento centrou-se na história do teatro de feira em Lisboa. É membro das Comissões de Acompanhamento e Avaliação da Direção-Geral das Artes. É membro do Conselho Editorial da revista Sinais de Cena – Revista de Artes Cénicas e Estudos Teatrais e da revista científica Ponto - História do Teatro em Portugal. Publicou vários estudos relacionados com Lisboa e as práticas teatrais: Belle Époque – A Lisboa de Finais do Século XIX e Início do Século XX (2014); Teatro da Trindade 150 Anos – O Palco da Diversidade (2017); Sousa Bastos (2018); Os Loucos Anos 20: Diário da Lisboa Boémia (2021).
Luzia Aurora Rocha estudou Musicologia em Lisboa (Portugal) e em Innsbruck (Áustria), tendo-se doutorado em Musicologia pela NOVA FCSH. Atualmente é colaboradora do CESEM; coordena também a Linha Temática de Iconografia Musical no CESEM, o Grupo de Trabalho ARLAC-IMS “Iconografia Musical e as suas conexões ultramarinas” e é coordenadora adjunta do GMPM. Foi recentemente nomeada para o “Steering Committee” do Study Group on Musical Iconography da IMS (International Musicological Society). É consultora científica regular de conselhos internacionais – na Europa (também para a UE – União Europeia e FWO) e na América Latina – nos domínios das Artes, Iconografia Musical e Património.
Joana Peliz é doutoranda em Musicologia Histórica na NOVA FCSH, onde concluiu a licenciatura e o mestrado na mesma área. O seu projeto centra-se no fenómeno do colecionismo de instrumentos musicais em Portugal entre o final do século XIX e o início do século XX, trabalhando nas coleções de Alfredo Keil, Michel'angelo Lambertini e António Lamas. É financiado por uma bolsa de estudo de ambiente não académico da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) e tem como instituição de acolhimento o Museu Nacional da Música, com o qual colabora. Anteriormente, foi membro do projeto MAGICA, estudando a música incidental em espetáculos de lanternas mágicas em Portugal e em peças do género mágica ao longo do século XIX.
Ana Isabel Vasconcelos é investigadora do Centro de Estudos de Teatro (FLUL) na área de História do Teatro Português, séculos XIX e XX. Neste âmbito é autora e co-autora de livros e artigos académicos decorrentes de Projetos de Investigação, tendo sido convidada como membro do Advisor Board do projeto “Magic Lantern: Study, Safeguard, Uses and Reuses in 19th century, Portugal”.
