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A animação dos diapositivos | Exposição MAGICA

Outro tipo de evento

Data

11 Abril 2025 — 18h00 - 19h50

Local

Sala da exposição | Museu

Os movimentos das imagens projetadas nos espetáculos de lanterna mágica podiam ser gerados pelos mecanismos de cada diapositivo, pelo modo como estes eram inseridos no aparelho ou pelo próprio movimento do projetor. Nesta sessão, Marta Soares, bolseira pós-doutoral do projeto MAGICA, Fernando Galrito (Festival MONSTRA e ESAD.CR) e Mariana Pinto dos Santos (IHA NOVA FCSH) conversam sobre o lugar da lanterna mágica na história da animação e na obra de Almada Negreiros.

Visita orientada por Marta Soares seguida de mesa-redonda com Marta Soares (VICARTE NOVA FCT e IHA NOVA FCSH), Fernando Galrito (MONSTRA e ESAD.CR), Mariana Pinto dos Santos (IHA – NOVA FCSH) e moderação de Miguel Pires de Matos (MONSTRA).

Atividade realizada no âmbito da exposição "MAGICA: Ciência e Espetáculo no Século XIX"


Entrada livre, pela porta lateral (Avenida das Palmeiras)



Notas biográficas
 

Fernando Galrito é formado em Cinema, Animação, Vídeo e Teatro. Licenciado em Antropologia e MA em Comunicação, Cultura e Novas Tecnologias. Finaliza o seu Doutoramento em Artes Cultura e Comunicação. Leciona na Escola Superior de Design e Arte | ESAD.CR da Caldas da Rainha (Portugal) desde 2000. É o diretor artístico da MONSTRA | Festival de Cinema de Animação de Lisboa, que fundou em 2000. É professor convidado e realiza workshops de animação em diferentes universidades da Europa, América, Ásia e África. Fernando Galrito dirige filmes de animação, documentários e vídeos exibidos em festivais e televisões nacionais e internacionais. É autor de projetos transdisciplinares relacionando a Animação, o teatro, a dança e artes plásticas. Coordenou o Centro de Experimentação em Imagem e Movimento (CITEN) da Fundação Calouste Gulbenkian de 1986 a 2005. É júri de festivais internacionais. Colabora com revistas, programas de rádio e TV relacionados com o cinema e a sua pedagogia. É membro ativo de organizações nacionais e internacionais de artes de animação.

Mariana Pinto dos Santos é historiadora de arte e curadora independente. É investigadora integrada contratada no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, Lisboa. É professora auxiliar convidada no Departamento de História da Arte da mesma faculdade. É co-editora, com Joana Cunha Leal, do livro The Primitivist Imaginary in Iberian and Transatlantic Modernisms (Routledge / Taylor & Francis, 2024) e coordena a edição de A Cultural History of the Avant-Garde in the Iberian Peninsula: A Companion na Brill, em preparação. Foi curadora da exposição José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno na Fundação Calouste Gulbenkian (2017) e concebeu e coordenou cientificamente o Centro Interpretativo Murais de Almada nas Gares Marítimas (2025). Coordena o Centro de Estudos e Documentação Almada Negreiros-Sarah Affonso (NOVA FCSH).

Marta Soares é bolseira de pós-doutoramento da VICARTE – NOVA FCT, no âmbito do projeto MAGICA, e investigadora colaboradora do Instituto de História da Arte – NOVA FCSH. Doutorou-se em História da Arte pela NOVA FCSH com uma tese sobre animação e modernismo defendida em 2023. Desde 2014 que tem vindo a publicar sobre modernismo e a colaborar com museus nacionais e estrangeiros, entre os quais a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía. Foi curadora, com Raquel Henriques da Silva, da exposição Amadeo de Souza-Cardoso / Porto Lisboa / 2016 – 1916, patente no Museu Nacional de Soares dos Reis e no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. As suas áreas de investigação orbitam em torno do modernismo, da teoria e historiografia da arte, da teoria e historiografia da animação. É membro da Society for Animation Studies e publicou na revista animation: an interdisciplinary journal.

Miguel Pires de Matos licenciou-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em 1991 e paralelamente concluiu o Curso de Piano do Instituto Gregoriano de Lisboa. Desenvolveu atividade profissional como arquiteto entre 1989 e 2013 em projetos de obras realizadas em Portugal, Hungria e Brasil. Entre 2010 e 2014 coordenou e corealizou três curtas-metragens experimentais que estrearam nas cerimónias de abertura do Festival Monstra, passando a integrar a direção e equipa de programação deste festival a partir de 2017. Os seus filmes foram nomeados duas vezes para o Prémio Nacional de Animação e em 2018 recebeu o prémio António Gaio no Cinanima pelo filme 4 Estados da Matéria, produzido pela Praça Filmes e apoiado pelo Instituto do Cinema e Audiovisual. Entre 2016 e 2018 fez parte da direção da Casa da Animação. Frequenta atualmente o Doutoramento em Artes da Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Lisboa, desenvolvendo o tema da abstração no cinema de animação, sendo paralelamente investigador colaborador do CIEBA da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.