Diretora do Museu de C&T da Universidade de Patras visita MUHNAC

Penelopi Theologi-gouti, Diretora do Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras, na Grécia, visitou durante uma semana o Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC-UL).

Penelopi Theologi-gouti, Diretora do Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras, Grécia

Com um vasto programa na agenda, Penelopi Theologi-gouti foi recebida por Marta Lourenço, Subdiretora do MUHNAC e Presidente do UMAC - Comité Internacional do ICOM para os Museus e Coleções Universitárias, que lhe apresentou a história do museu, as suas coleções e missão.

A Presidente do museu grego teve oportunidade de reunir com José Pedro Sousa Dias, Diretor do MUHNAC, e com Raquel Barata, Responsável pelo Serviço de Comunicação e Imagem e pelo Serviço de Educação e Animação Cultural, onde ficou a conhecer melhor o funcionamento do serviço de educação e comunicação e teve também a possibilidade de visitar várias coleções do MUHNAC acompanhada pelos respetivos curadores.

Penelopi Theologi-gouti pode ainda visitar e ficar a conhecer o Jardim Botânico de Lisboa, o Jardim Botânico Tropical em Belém e o Jardim Botânico da Ajuda, mas também os Museus do Instituto Superior Técnico (IST), sendo que fora do universo Universidade de Lisboa, visitou o Museu da Ciência e o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

A visita de uma semana, realizada no âmbito do programa europeu Erasmus +, da Comissão Europeia, o qual permite o intercâmbio de recursos humanos entre instituições de ensino superior, foi segundo Penelopi Theologi-gouti, muito profícua. «Pensei que seria muito interessante vir e estou muito contente com a minha escolha, há muitas coisas para ver, para aprender, para fazer e espero que este seja o ponto de partida de uma colaboração entre o meu Museu e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa».

Da parte do MUHNAC, Marta Lourenço afirma que existe «o maior interesse neste tipo de trocas de experiências com colegas de museus científicos europeus, particularmente aqueles que pertencem a universidades, como o Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras».

A Subdiretora destaca três grandes razões que justificam este interesse: «o mundo dos museus atravessa atualmente um ciclo de transformações profundas na sua relação com os públicos e também na sua relação com os acervos. É um mundo onde, para se estar atualizado, tem de sair para fora da nossa instituição, ver coisas novas, estudar e refletir com colegas sob a forma de redes formais ou informais. No caso dos museus de natureza científica, essa atualização é ainda mais relevante porque, após o “boom” dos centros de ciência na Europa, há um interesse crescente da sociedade pelos objetos e espécimes reais e pela “experiência do autêntico”».

Em segundo lugar «os novos projetos de museus científicos na Europa são muito diferentes, nas suas abordagens e narrativas, dos museus científicos dos anos 80 ou 90. Progrediu-se muito e interessa conhecer e refletir sobre essa mudança» e por fim, o facto de serem «ambos museus universitários, partilham especificidades de missão que outros museus não têm obrigatoriamente, nomeadamente a utilização das coleções para o ensino e investigação, a preservação do património do conhecimento e a divulgação da ciência contemporânea», afirma Marta Lourenço.

Com os objetivos de abrir a Universidade de Patras à sociedade, popularizar a Ciência e Tecnologia, contribuir para melhorar a literacia científica e tecnológica da população e interligar os três níveis de ensino, o Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras foi inaugurado em 2001, mas só abriu portas em 2009, contando já com um total de 42 000 visitas por ano.

Atualmente, o Museu grego possui uma exposição permanente intitulada “Telecomunicações nas nossas vidas” e uma série de exposições temporárias, assim como, vários programas educacionais. Penelopi Theologi-gouti reconhece que este é ainda um museu muito recente e por isso haverá todo o interesse de estabelecer uma parceria oficial com o MUHNAC em várias áreas, como «por exemplo, a área da educação e da comunicação».

«Somos um Museu muito recente, abriu ao público em 2009 com o objetivo principal de fazer uma ligação entre a sociedade e a universidade. Portanto, esta é uma área muito boa em que temos de trabalhar muito. E aqui há exemplos muito bons e penso que ambas as experiências podem levar-nos mais longe», afirma.

Após ter ficado a conhecer os vários espaços e coleções científicas do MUHNAC, Penelopi Theologi-gouti reconhece que o museu da Universidade de Lisboa tem «muitas coleções interessantes» e explica que no Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras «temos coleções mais recentes, enquanto o MUHNAC tem coleções muito antigas e isso é bom e podemos beneficiar muito com isso».

No entanto, refere que existem «áreas em que podemos desenvolver atividades, por exemplo, para as crianças, como organizar uma exposição sobre um projeto ou escrever um projeto em colaboração e tentar obter financiamento. Isto abre muitas oportunidades e espero ter esta oportunidade de colaborar e que esta colaboração dure muito tempo».

Com formação superior em arquitetura e etnologia, Penelopi Theologi-gouti é atualmente Diretora do Museu da Ciência e Tecnologia da Universidade de Patras, na Grécia, sendo que foi a principal responsável pela criação e desenvolvimento desta unidade. Em simultâneo com a direção do Museu, Penelopi Theologi-gouti é também a Responsável pelas Exposições, Programas Educacionais e Outras Atividades.

Ao longo da sua carreira desenvolveu atividades no Museu de Arte Popular de Patras, mas também importantes cargos internacionais como o de Vice-presidente e Secretária do Comité Nacional Helénico do ICOM (International Council of Museums), Vice-Presidente, Secretária e Tesoureira do UMAC – Comité Internacional do ICOM para os Museus e Coleções Universitárias (membro fundadora) e Presidente e Secretária do Ethno Group do CIDOC (International Committee for Documentation).