Conservação e Restauro de Património Científico no MUHNAC

“Conservação e Restauro de Património Científico: uma área emergente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa”, é o mais recente artigo de Catarina Teixeira, conservadora do MUHNAC, na revista Forma de Vida.
 
Numa revisão sobre os últimos 12 anos de trabalho na área da preservação do património científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC-ULisboa), Catarina Teixeira, conservadora do Museu, explica que foram dados importantes passos ao nível de um melhor conhecimento das colecções científicas, na intervenção e conservação do património, mas também na formação de profissionais e na consolidação de práticas de conservação e restauro.
 
No artigo publicado na edição de maio de 2018, número 13, da revista científica Forma de Vida, Catarina Teixeira destaca também a futura implementação dos laboratórios de conservação e restauro no âmbito da infraestrutura nacional de coleções científicas — PRISC, Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections — coordenada pelo MUHNAC-ULisboa mas da qual fazem também parte o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e o Museu de Ciência e Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
 
«Um dos objetivos do PRISC consiste na implementação de três laboratórios de charneira na área da conservação e restauro de coleções científicas: um Advanced Garden Lab, um Advanced Hazardous Lab e um Advanced Taxidermy Lab. Estes laboratórios constituirão uma novidade no panorama nacional da conservação do património científico. Sendo únicos no país, terão como missão a formação e a prestação de serviços especializados na conservação de coleções com materiais perigosos (e.g radioativos) e ou tóxicos (químicos, entre outros); a formação e a conservação e restauro de espécimes naturais (e.g naturalizados, exemplares em meio líquido, herbários, objetos naturais, etc.) e de artefactos científicos (instrumentos, reagentes históricos, etc.)», explica Catarina Teirxeira.
 
Para a especialista esta oportunidade «constituirá uma viragem significativa no papel que o Museu poderá assumir neste domínio, enquanto espaço de formação e de reflexão inovadoras ao nível da conservação e restauro do património científico, em parceria com outros museus, universidades e laboratórios».