Espolio Científico do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana

Em novembro assinala-se a morte de Luís da Câmara Pestana (1863-1899), higienista e professor universitário que se destacou como um dos pioneiros da bacteriologia em Portugal.

Em novembro assinala-se a morte de Luís da Câmara Pestana (1863-1899), higienista e professor universitário que se destacou como um dos pioneiros da bacteriologia em Portugal.

Em 1891 foi para Paris estudar as novas descobertas da bacteriologia, frequentando os laboratórios e hospitais onde se fazia investigação clínica, o Instituto Pasteur e o laboratório de Isidore Straus, onde iniciou a sua investigação sobre as toxinas do tétano. Foi o primeiro diretor do Instituto Bacteriologia de Lisboa (IBL), fundado em 1892, um marco na introdução da medicina laboratorial em Portugal, proporcionando condições de investigação e novas técnicas de diagnóstico e terapêutica para o combate a doenças infeciosas, como a raiva e a difteria. Após a morte de Câmara Pestana, o seu discípulo, Aníbal Bettencourt (1868-1930), assumiu a direção do IBL, que em 1902 passou a chamar-se Real Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, inaugurando um novo e grande complexo de edifícios com instalações para a profilaxia antirrábica, o tratamento de difteria, o fabrico de soros, laboratório de análises clinicas e laboratórios vocacionados para investigação e ensino.
Do espólio científico do IBCP, cujo levantamento e etiquetagem foi realizado pela Universidade de Lisboa, destacamos uma fotografia original (Inv.10913) mostrando um laboratório usado no ensino, bem como um microscópio (Inv.10914) e um estojo de lamelas (Inv.10915). Desde 2008 que todo o equipamento de laboratório, instrumentos científicos, biblioteca e arquivo que caracterizam mais um século de atividade do IBCP integram o acervo do MUHNAC-ULisboa.

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