Caderno de campo da Missão dos Estudos do Habitat Nativo da Guiné (1959 e 1960)

2019 - Ano Internacional das Línguas Indígenas, declarado pela UNESCO

Iniciamos 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, declarado pela UNESCO. Segundo a UNESCO “as línguas indígenas são importantes para o desenvolvimento, paz e reconciliação” e “desempenham um papel crucial na vida quotidiana das pessoas, não só como instrumento de comunicação, educação, integração social e desenvolvimento, como também um repositório para a identidade de cada pessoa, sua história cultural, tradições e memória, mas apesar do seu valor, as línguas indígenas continuam a desaparecer a um ritmo alarmante”.
 
Com isto em mente, a UNESCO pretende despertar interesse pelas línguas indígenas não só para “benefício das pessoas que as falam, mas também para que outros apreciem a importante contribuição para uma diversidade cultural extremamente rica”.
 
Para celebrar este tema, iniciamos o ano mostrando um caderno de campo da Missão dos Estudos do Habitat Nativo da Guiné, realizada pela Junta de Investigações do Ultramar, entre 1959 e 1960 (ver exposição Moranças - Habitats Tradicionais da Guiné Bissau, em exibição atualmente no MUHNAC). Este caderno tem uma recolha de vocabulário indígena utilizado na Guiné-Bissau, não só em creoulo, mas também de dez grupos culturais: Bijagós, Papeis, Brames, Manjacos, Balantas, Felupes, Nalus, Mandingas, Beafadas e Fulas.
Como a transmissão deste conhecimento foi oral, e por isso deixando algumas dúvidas aos coletores, verificamos as anotações com diferentes opções para a escrita de algumas palavras.
 
 
 
Saiba mais sobre o Ano Internacional das Línguas Indígenas da UNESCO e assista ao vídeo