Relatório de 2018

Principais atividades desenvolvidas em 2018 pelos Museus e IICT

Relatório sumário das atividades dos Museus da Universidade de Lisboa/ Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Instituto de Investigação Científica Tropical em 2018

Os Museus da Universidade de Lisboa/ Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Instituto de Investigação Científica Tropical receberam em 2018 um total de 320.296 visitantes, distribuídos entre o Jardim Botânico Tropical (43,09%), o Jardim Botânico de Lisboa (33,37%), as exposições e atividades culturais e científicas no Museu (15,58%) e as atividades destinadas a públicos escolares entre os 4 e os 18 anos (7,98%).

O aumento de 58% no número total de visitantes – c. 120 mil – em relação a 2017 deve-se, em grande parte, à reabertura do Jardim Botânico de Lisboa em abril de 2018, após as obras de requalificação no âmbito do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa. No entanto, mais significativo ainda é o crescimento de 42 % do número total de públicos abrangidos pelas exposições e atividades no Museu, que passam de 35.111 em 2017 para 49.877 em 2018.

O Museu desenvolveu em 2018 um programa muito forte de promoção da cultura científica, com um total de cerca de 168 eventos, em organização própria e em parceria. Este incluiu atividades educativas, sessões de planetário, visitas às coleções, dinamização de exposições, teatro infantil, conferências, cafés de ciência e seminários, lançamento de livros, cursos, visitas temáticas, circo matemático, ações de formação para professores e profissionais de museus e concertos, entre outras. Pelo seu grande impacto público, destacam-se: a Noite Europeia dos Investigadores (28 set), com 4.400 visitantes numa só noite, a V Feira da Matemática (19 e 20 out), com 1.735 participantes e a XXXII Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis (6 a 9 dez), com 3.861 visitantes.

Destacam-se ainda, neste programa, o ciclo de conferências ‘60 minutos de ciência’, com 10 palestras, o curso creditado para professores ‘Educar sobre Ciência em espaços museológicos’, os cursos MUHNAC de inventário, conservação e identificação de peixes e de insetos, as comemorações do Dia Internacional dos Museus, do Dia Nacional da Cultura Científica e os eventos no âmbito do projeto europeu Big Picnic, Big Questions, entre tantos outros.

Em 2018, o programa expositivo do Museu compreendeu a inauguração das seguintes exposições: ‘Comunicando: Da Massificação à Convergência, Para onde o Futuro?’ (3 fev), ‘Specere’ (19 mar), ‘Moranças: Habitats Tradicionais da Guiné-Bissau’ (26 jul), ‘Exposição de Fotografia da Primeira Edição do Concurso Anual de Fotografia em História Natural e Ciência’ (25 nov) e a habitual ‘Exposição do Curso Livre de Desenho da Natureza 2017-2018’ (18 set). Além destas, foram inauguradas 17 exposições e instalações de curta duração centradas no diálogo Arte/Ciência/Natureza. Merece destaque em 2018 a abertura ao público do Observatório Astronómico da Ajuda pela primeira vez em horário regular e sob marcação.

A gestão, conservação e valorização das coleções científicas do Museu conheceu consideráveis progressos em 2018 em resultado da implementação das infraestruturas PRISC e PORBIOTA. Deu-se continuidade à incorporação das coleções do IICT na Universidade de Lisboa, em particular aves, mamíferos, invertebrados marinhos e arquivos das missões científicas. Foram incorporados 21.998 objetos nas coleções. As coleções dos Museus e IICT foram estudadas por 272 investigadores (213 de Portugal, 16 da União Europeia e 43 de outros países; total de 3.762 horas), correspondendo ao triplo de 2017 e espelhando a crescente acessibilidade das coleções.

Foram publicados 96 trabalhos científicos com base nas coleções dos Museus e IICT, incluindo 6 teses de mestrado, 1 dissertação de doutoramento, 3 livros, 4 capítulos de livros e 82 artigos científicos.

Em 2018, 43 objetos cedidos pelo MUHNAC e IICT figuraram nas seguintes exposições: ‘Cem Anos de Carvão-Minas da Batalha 1854-1954’,  Museu da Batalha (23 mai 2015 a 23 mai 2019); ‘800 Anos de Saúde em Portugal’, Museu da Saúde (7 abr 2017 a 30 abr 2019); ‘Partida da Família Real para o Brasil: 1807’, Museu dos Coches (29 nov 2017 a 24 jun 2018); ‘A Espantosa Variedade do Mundo’, Padrão dos Descobrimentos (17 fev 2018 a 3 jun 2018); ‘Tanto Mar. Fluxos Transatlânticos do design’, MUDE (26 fev a 31 jul 2018); ‘Contar Áfricas!’, Padrão dos Descobrimentos (24 nov 2018 a 21 abr 2019); e ‘Uma História de Assombro. Portugal - Japão, séculos XVI a XX’, Palácio Nacional da Ajuda (22 nov 2018 a 3 abr 2019).

Os projetos de investigação, património, cultura científica e ciência cidadã em que o Museu é parceiro ou líder envolvem, para além das já referidas infraestruturas PRISC (2017-20), PORBIOTA (2017-20), Noite Europeia dos Investigadores (2018-2019) e Big Picnic, Big Questions (2016-2019), o projeto EDUMAR, EDUcar para o MAR (2017-19), Learn to Engage (2016-2019), DNA_ENV METAGENOMICS (2018-21), Photo Impulse (2018-21) e COBIO-NET (2018-21).

Em 2018, o investimento quer na requalificação do património dos Museus e IICT quer na infraestrutura e equipamentos de apoio à preservação das coleções científicas foi significativo. Este investimento está a ser financiado pela Universidade de Lisboa, com contributo da infraestrutura PRISC (programas POCI e PO Lisboa).

Assim, e para além da já referida reabertura do Jardim Botânico de Lisboa, prosseguiram as obras de restauro do Observatório Astronómico da Escola Politécnica (MUHNAC-Príncipe Real) e iniciaram-se as obras de requalificação do edifício dos Herbários (MUHNAC-Príncipe Real) e do Jardim Botânico Tropical (IICT-Belém). Concluíram-se também os seguintes projetos i) no MUHNAC-Príncipe Real, a adaptação do antigo edifício da Micologia a Laboratório de Conservação e a requalificação do Observatório Infante D. Luiz; e ii) no IICT-Belém, o restauro da Estufa Histórica e a requalificação das Casas dos Jardineiros do Jardim Botânico Tropical. Todos contam já com aprovação pela Direção Geral do Património Cultural.

Iniciaram-se também em 2018 os estudos para a requalificação do Palácio dos Condes da Calheta (IICT-Belém) e da Cafeteria (MUHNAC-Príncipe Real).