Modelos Didáticos Históricos de Botânica

Os Museus da Universidade de Lisboa preservam séries de objetos usados primariamente no ensino e que fazem hoje parte das suas coleções históricas.

No mês de março destacamos dois modelos botânicos que representam as inflorescências femininas e masculinas do Pinheiro Silvestre e são provenientes do antigo Gabinete de História Natural do Liceu Passos Manuel, encontrando-se em depósito no MUHNAC-ULISBOA.

Estas reproduções a grande escala representam normalmente as partes reprodutivas de várias plantas. Quando as plantas, vivas ou em herbários, não estavam disponíveis, uma solução para a sala de aula era (e ainda pode ser) recorrer a modelos pedagógicos tridimensionais como estes. Ao contrário das plantas a que se referem estes objetos, os modelos podiam ser tocados e manipulados pelos alunos e pelos educadores, permitindo abrir e “dissecar” a planta múltiplas vezes, para a observação a olho nu dos seus detalhes microscópicos.

Modelos pedagógicos em madeira, cera, vidro, metal ou papier-maché foram produzidos desde o século XIX um pouco por toda a Europa para acompanhar o alargamento do ensino secundário a cada vez mais pessoas. Várias oficinas especializaram-se na produção destes modelos, trabalhando diferentes formatos e diferentes materiais, no encontro entre conhecimento científico e práticas artesãs. Estes modelos de flores foram produzidos pela empresa alemã Brendel, fundada em 1866 por Robert Brendel, e que continuou a produzir, enviar e vender estes modelos durante décadas com reconhecida qualidade. Hoje em dia muitas escolas e museus universitários têm coleções destes modelos que contam a história do ensino da ciência.

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