Coleção de rochas da Missão Geológica de Angola

A missão a Angola decorreu entre 1921 a 1926

Exemplares da "Coleção de Rochas da Missão Geológica de Angola" | Proveniência: Coleções de Petrologia do MUHNAC - ULisboa

Em 1921 o, então, Alto-Comissário Norton de Matos (1867-1955) criou a Missão Geológica de Angola (MGA) com o objetivo de fazer o levantamento dos recursos geológicos do território e elaborar a 1ª Carta Geológica de Angola. A direção do empreendimento foi cometida à Faculdade de Ciências de Lisboa que indigitou, para chefiar a Missão no terreno, António Sousa Torres (1876-1958) “naturalista-geólogo” da secção de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural (MNHN), então anexo à Faculdade.

Em Angola, a sede da MGA situava-se no Huambo. De lá partiam as 3 brigadas (chefiadas por O’Donnell, F. Mouta e A. Borges) que faziam o trabalho de campo. Lá foi criado um Museu onde se preparavam as amostras representativas dos cortes geológicos efetuados e se organizavam coleções que incluíam rochas e fósseis. A maior parte dos materiais permaneceu em Angola, mas, a partir de 1926, deram entrada no MNHN, em Lisboa, remessas de amostras e coleções provenientes do Museu do Huambo.

Dessas remessas sobreviveu até hoje, entre outros exemplares, a Coleção de Rochas da MGA que está a ser alvo de um trabalho de recuperação da documentação perdida no incêndio de 1978. Graças à consulta do arquivo documental de A. Sousa Torres, de outros documentos da época e estudos dos anos de 1950, está a ser possível catalogar a coleção e georreferenciar as cerca de 600 amostras hoje existentes. No arquivo histórico deste Museu existem cartas geológicas, fotografias de cortes e amostras, publicações, correspondência trocada com outros investigadores.

Destaca-se a parceria com Ernest Fleury, geólogo assistente da MGA e professor do Instituto Superior Técnico (IST), que, a partir de Lisboa, acompanhava os trabalhos no terreno e elaborava estudos sobre materiais recolhidos que lhe eram remetidos. No Museu de Geociências do IST existe, também, património da MGA.

English version