Equipa National Geographic visita MUHNAC-ULisboa

Recebemos no MUHNAC e Jardim Botânico de Lisboa uma equipa de especialistas da National Geographic que considera fantástico como o Museu cruza o “antigo" e o “novo, a ciência moderna e o património cultural.

De visita ao MUHNAC-ULisboa, a equipa da National Geographic passou pela reserva visitável, o Laboratório Chimico e o seu Amphiteatro, várias exposições e o Jardim Botânico de Lisboa. Prometeram voltar e partiram com a ideia que este Museu é único pela surpresa a cada sala, por albergar tantas e diferentes disciplinas com muitos objetos originais em exposição e por ser um fantástico testemunho da história natural e da ciência de Portugal e não só.

Falámos com Ian Miller, Chief Science & Innovation Officer for the National Geographic Society, que se mostrou fascinado pelas coleções, o edifícios, o Jardim e as exposições.

 

MUHNAC-ULisboa: Durante a visita ao MUHNAC a vossa equipa ficou muito surpreendida com os conteúdos que encontrou, as suas coleções e objetos. Porquê?

Ian Miller: A nossa equipa ficou encantada com as exposições de classe mundial no vosso Museu! É um local incrível. Penso que ficamos surpresos e encantados com a combinação do “antigo” e do “novo” no Museu. Em particular, o “museu vivo” é notável, onde o laboratório de Química e salas de aula do século XIX estão disponíveis para os visitantes conhecerem. Estas encontram-se justapostas com incríveis exposições modernas como aquela que tem a instalação que mostra o caminho da água e de todos os ecossistemas circundantes das montanhas de Portugal em direção ao oceano e no oceano. Penso que esperávamos ver um museu de história natural tradicional, que o vosso é obviamente, mas também é muito mais do que isso, e envolve a história do edifício e do lugar com aquilo que achamos que é a ciência moderna.

 

MUHNAC-ULisboa: O que vos surpreendeu mais?

Ian Miller: Houve tantas coisas maravilhosas que nos surpreenderam! Certamente o Laboratorio Chimico foi uma surpresa, mas a incrível coleção de ilustrações científicas de história natural do Brasil e de Angola são notáveis e as salas históricas onde a história da ciência ainda hoje é ensinada. O Jardim Botânico foi também uma surpresa! Tem tantas plantas importantes no jardim e a sua história é fantástica.

 

MUHNAC-ULisboa: Depois de terem conhecido um pouco o Museu e as suas coleções, qual acha que é o grande valor do Museu para a sociedade?

Ian Miller: É difícil escolher! O património vivo nos jardins é tão importante. Foi fantástico aprender mais sobre estas plantas e sobre o seu papel na conservação. Ficámos também muito impressionados com os aspetos “antigo” e o “novo” do Museu (Laboratorio Chimico, exposições de fotografia, o Portugal moderno, etc.) e nós, na National Geographic, adoramos a combinação da ciência moderna e do património cultural que estão tão bem representados no vosso Museu. Achamos que isso tem um grande valor para a sociedade.

 

Texto por Lúcia Vinheiras Alves