Pythagoras Playtime - Do you Mind? Does it Matter?

Exposição de Inez Wijnhorst

Quando: 
8 de Maio de 2019 a 30 de Junho de 2019
Onde: 

Piso 1 | Museu Nacional de História Natural e da Ciência

A associação entre uma narrativa visual e uma estrutura geométrica revelou-se, ao longo dos anos, uma característica sempre presente nos meus projectosartísticos de pintura, desenho e gravura.

Estas estruturas pareciam assegurar que nenhuma experiência, ideia, história ou objecto poderia cair ou escapar à composição. Ao mesmo tempo, estas redes proporcionavam uma oportunidade de casar harmoniosamente dois mundos aparentemente antagonistas: o da razão e o da intuição. Investiguei as fronteiras destas redes subjacentes: estiquei-as, destorci-as e rasguei-as. Deixei a narrativa escapar para fora, ou esconder-se por detrás. Criei buracos, que revelavam, por debaixo, outros mundos (como se tivesse rasgado o próprio tecido do espaço e do tempo). Eventualmente, as estruturas desenvolveram-se em ‘Penrose Tilings’, o que permitiu a possibilidade de sugerir três dimensões num plano bi-dimensional.

No entanto nunca parei de perguntar: Porquê? e Como? O que acontece à história se não tiver a rede, ou à rede se não tiver a história? Porque preciso da rede? Quais são as regras que parecem ser o fundamento de tantas composições artísticas?  A geometria serve somente para organizar e dar estrutura à composição ou haverá algo mais?

Ao procurar responder a estas perguntas, iniciei uma viagem, com destino incerto, de deduções artísticas, filosóficas e geométricas. E enquanto me permitia a liberdade de permanecer no vazio entre o certo e o errado, o caminho desdobrou-se passo a passo (tal como literalmente a geometria). Fui levada a dimensões e lugares imprevisivelmente belos e surpreendentes. No entanto, a viagem ganhou um impulso inesperado e um rumo diferente, quando Almada Negreiros se meatravessou no caminho. A partir das novas perguntas: O que poderia ser? e O que se poderia fazer com ‘o Ponto de Bauhutte’ e ‘relação 9/10’?, encontrei um possível saída da floresta geométrica.

Despida já das histórias, olhei para a rede em si, somente feita de geometrias. Observei as mesmas formas básicas (triângulos, quadrados e círculos) como as nunca tinha visto antes. Elas revelaram, na sua deslumbrante simplicidade, todo um universo cheio de razões e medidas, que partilho aqui nestas gravuras.

Inez Wijnhorst 2019

Nota biográfica da artista

Inez Wijnhorst : Maassluis, Países Baixos, 1967. Vive e trabalha em Portugal desde 1990. Licenciada em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Portugal e na Real Escola Superior de Belas Artes em Haya, Países Baixos.

Exposições Individuais
Produziu 20 exposições individuais desde 1991.

Exposições coletivas
Participou em mais de 100 exposições individuais em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Grécia, Polonia, Macau, Canada, Mónaco, Itália, Japão e Brasil.

Prémios
Foi distinguida com vários prémios em Pintura e Gravura, dos quais destacados: Bronze Award, Osaka Trienale Print, Osaka, Japão; Menção Honrosa, Bienal de Pintura de Cidade de Zamora, Espanha; Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, Amarant, Portugal; Prémio de aquisição Baviera, 10º Bienal de Vila Nova de Cerveira; Menção Honrosa. segundo prémio BANIF de pintura. Portugal; Prémio Bonifácio Lázaro, 33th. Salão de outono. Espanha.

Coleções
Está representada em várias coleções públicas das quais se destacam; Osaka Foundation of Culture, Osaka, Japão; Município de Zamora, Espanha; Museu de Gravura Acqui Terme, Itália; Município de Amadora, Portugal; Museu de Bienal de Vila Nova de Cerveira, Portugal; Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante, Portugal; Banco de Portugal; Caja de Extramadura; Espanha, Museu municipal de Cremona, Itália.

 

Inauguração dia 7 de maio, às 18h00

Exposição de Arte e Ciência