A prensa-mesa do antigo Herbário do Jardim Colonial

Objeto do mês - julho 2022

Atualmente no Herbário do Instituto de Investigação Científica Tropical, da Universidade de Lisboa, esta mesa-prensa ocupou, durante décadas, um espaço no Herbário do Jardim Colonial, já extinto, a funcionar, na altura, no Palácio dos Condes da Calheta (Jardim Botânico Tropical). Esteve patente ao público, de 2010 a 2012, na Exposição Viagens e Missões Científicas nos Trópicos 1883-2010.

Possivelmente inspirada nas prensas para secagem de plantas usadas no séc. XIX, esta prensa-mesa assegurava a obtenção de exemplares com as características apropriadas para serem integrados em herbário.

A secagem das plantas, sendo um processo simples, é um dos passos mais importantes para garantir a qualidade dos espécimes herborizados. São hoje conhecidos herbários com centenas de anos, remontando, os mais antigos, ao séc. XVI, cuja atual existência se deve ao cuidadoso processo de secagem e, também, a um eficaz processo de conservação que, ao longo de séculos, garantiu as boas condições não só dos materiais vegetais, mas também dos materiais de suporte onde os mesmos eram guardados. Com efeito, os primeiros herbários encontravam-se organizados em ‘livros’, em cujas páginas se afixavam as amostras de plantas.

Constituindo os espécimes de herbário a ferramenta essencial dos taxonomistas, a secagem é fundamental para obter exemplares que mostrem devidamente as várias partes da planta. Nesta tarefa a prensagem é indispensável pois facilita a secagem rápida dos materiais (permitindo manter as cores e evitar o desenvolvimento de fungos ou pragas indesejáveis) e, simultaneamente, evita que as plantas enruguem durante o processo, o que, para além de dificultar o seu estudo, prejudica a qualidade estética do exemplar.

Atualmente substituídas pelas, mais vulgarizadas, prensas ou grades de madeira, portáteis, onde a compressão se faz com cintos ou cordas, esta prensa-mesa é um objeto que enriquece a história de qualquer herbário.

 

The plant press of the former Colonial Garden Herbarium

Currently housed in the Herbarium of the Instituto de Investigação Científica Tropical of the University of Lisbon, this plant press occupied, for decades, a space in the now extinct Herbarium of the Colonial Garden, which at the time was located in the Palácio dos Condes da Calheta (Jardim Botânico Tropical). It was on display to the public between 2010 and 2012 at the exhibition Viagens e Missões Científicas nos Trópicos 1883-2010.

Possibly inspired by the plant-drying presses used in the 19th century, this press ensured that specimens with the appropriate characteristics were obtained for incorporation into herbaria.

Drying plants is a simple process, but it is one of the most important steps to guarantee the quality of the specimens. Herbaria that are hundreds of years old are known today, with the oldest ones dating back to the 16th century. Their current existence is due to the careful drying process and also to an efficient conservation process that, throughout centuries, has guaranteed the good conditions not only of the plant materials, but also of the support materials where they were kept. In fact, the first herbaria were organised into "books", on whose pages the plant specimens were mounted.

As herbarium specimens are the essential tool of taxonomists, drying is fundamental to obtain specimens that properly show the various parts of the plant. Pressing is indispensable in this task as it facilitates the quick drying of the materials, allowing colours to be maintained and avoiding the development of fungi or undesirable pests. At the same time, it prevents the plants from wrinkling during the process, which, apart from making them difficult to study, harms the aesthetic quality of the specimen.

Currently replaced by the more common portable wooden presses or grids, where compression is done with belts or ropes, this plant press is an object that enriches the history of any herbarium.

 

 

PROGRAMA ALARGADO

15 julho | 15h00
Visita orientada, ao herbário LISC.

Mais informações brevemente disponíveis.

Inscrições:
geral@museus.ulisboa.pt